Dedo de Prosa: Crédito Rural deve ser revisado

Dedo de Prosa

Governo deve revisar regras do crédito rural: Em decorrência do esgotamento dos recursos a juros subsidiados do Plano Safra 2018/19, o governo deve revisar parte das regras do crédito rural, podendo resultar na ampliação de aportes a linhas que atendem a médios e pequenos produtores, como a Pronamp e Pronaf, respectivamente. No entanto, ampliar os subsídios ao grande produtor, por enquanto, não está sobre a mesa do governo.

Exportação de grãos mais aquecida: Segundo a Secex, em janeiro as exportações dos grãos brasileiros foram mais intensificadas em relação ao mês anterior. Os embarques da soja somaram 2,3 milhões de toneladas e para o milho 4,2 milhões de toneladas. Com uma demanda externa mais aquecida, é importante estar atento quanto aos possíveis reflexos nos preços do mercado interno, principalmente para o milho, em que as exportações costumam ganhar força apenas no segundo semestre do ano.

Negociações entre China e EUA: Delegações dos EUA e da China retomaram no dia 30 de janeiro as negociações sobre comércio. A delegação chinesa planeja oferecer um grande aumento nas compras de produtos agrícolas e de energia dos EUA, bem como reformas modestas em suas políticas industriais. No entanto, indicações iniciais são de que os dois lados continuam bastante divididos, e será necessário  trabalho árduo para se chegar a um acordo antes do prazo de 1º de março.

Antecipação das compras de máquinas: Os produtores rurais têm acelerado suas encomendas de maquinários no Plano Safra 2018/19, em decorrência da expectativa de que os recursos do Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) terminem antes do encerramento do Plano, em 30 de junho. A situação do último trimestre colaborou para esta acelerada nas vendas.

Chinesa Cofco realiza compra de soja norte-americana: O conglomerado chinês do agronegócio Cofco, comprou recentemente um lote de soja equivalente a “milhões de toneladas” dos EUA. Conforme comunicado em seu site, a empresa realizou a compra como parte dos esforços para implementar um “consenso” sobre o comércio entre a China e os norte-americanos. No entanto, com a colheita se iniciando no Brasil, ainda é esperado que os asiáticos continuem voltados mais para seus fornecedores da América do Sul.

 

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