Anúncio de Trump, excesso de chuvas nos EUA, reflexos da peste suína…

Dedo de Prosa

Trump anuncia alta de tarifas sobre produtos chineses: O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que irá aumentar as tarifas americanas sobre produtos chineses para 25% e que mais produtos chineses enfrentarão tarifas adicionais. O anúncio traz dúvidas sobre expectativas anteriores de que a China e os EUA estariam se aproximando de um acordo para encerrar a guerra comercial. Esta, sem dúvidas, é uma importante “cartada” do presidente Trump, buscando aumentar a pressão sobre os chineses, para aceitar seus termos e condições para o acordo que está sendo negociado entre eles. Basta agora, sabermos como os chineses vão reagir a esta agressiva estratégia comercial.

Excesso de umidade nos EUA continua atrasando a semeadura de milho e soja: De acordo com o USDA, a semeadura de milho e soja nos EUA continua atrasada nesta semana, exibindo apenas 23% da área estimada para o cereal e 6% para a oleaginosa, enquanto que, no mesmo período da média dos últimos 5 anos, o plantio já alcançava 46% das áreas do cereal e 14% das áreas de soja. O excesso de umidade, sobretudo na região Meio-Oeste, continua pautando os atrasos nos trabalhos de campo. Além disso, previsões continuam mostrando muita chuva nas próximas semanas. A janela de semeadura nos EUA é pequena para o milho e a partir de agora cada dia resulta em impactos, seja na produção ou no deslocamento de área para a soja.

Atualização do frete rodoviário: A Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT) atualizou a tabela com os pisos mínimos de frete rodoviário, após o preço do óleo diesel variar acima de 10%, resultando em um reajuste médio de 4,13% na tabela. A atitude chama a atenção para o impacto nos custos com transporte de grãos, sobretudo neste momento, que se aproxima a colheita do milho segunda safra no país, período que normalmente o preço do frete é mais alto, pelo aumento da demanda por caminhões para transportar a safra.

Brasil começa a exportar frango para a Índia: A autoridade sanitária da Índia finalmente aprovou a primeira permissão de importação para carne de frango in natura brasileira, desde o acordo sanitário firmado entre os dois países em 2008. Segundo o secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Mapa, estima-se que o mercado indiano de carne de frango vá continuar crescendo a uma taxa de 7% a 8% ao ano e apesar das importações indianas ainda serem insipientes, este volume certamente irá aumentar acompanhando a expansão do mercado.

China autoriza importação de gordura suína do Brasil: O presidente Jair Bolsonaro anunciou em sua conta do twitter que o governo chinês autorizou a exportação de gordura comestível de carne de porco do Brasil, afim de suprir uma lacuna de demanda deixada pela peste suína. A medida atende a um pedido feito pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Com o surto de peste suína africana atacando os rebanhos chineses, o Brasil quer ampliar o fornecimento de carnes e derivados para a China, que é a maior consumidora da proteína suína no mundo.

Ministra da agricultura tenta abrir novos mercados na Ásia: A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, passará 16 dias na Ásia em missão a quatro países: Japão, China, Vietnã e Indonésia. O objetivo é aumentar a participação de produtos brasileiros nesses mercados.  Na China, um dos focos da comitiva é discutir estados sanitários de produtos brasileiros e possibilidade de habilitação de frigoríficos e empresas de lácteos. 

Ações da JBS avançam em reflexo da peste suína: A JBS  nunca valeu tanto na bolsa — mais de R$ 55 bilhões no pregão do dia 06/mai. Nos últimos doze meses as ações avançaram nada menos do que 146%. Olhando para os negócios da JBS ao redor do mundo, a China oferece uma oportunidade como poucas vezes se viu no comércio global de carnes, em vista do vírus da peste suína africana se espalhou pelo país asiático, provocando o sacrifício de milhões de animais.

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