ALGUNS IMPACTOS DA APROVAÇÃO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

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Atualmente, o Brasil vive um momento difícil do ponto de vista fiscal, com gastos maiores que as receitas desde novembro de 2014. Neste período, não conseguimos reduzir despesas, nem aumentar a receita, e o governo se viu obrigado contrair empréstimos e emitir títulos. Este conjunto de ações tem elevado nossa dívida, mês a mês, ultrapassando impressionantes 3,5 trilhões de reais, ou seja quase 3 vezes maior que o orçamento anual da União.

Em nossas casas, já teríamos tomado medidas corretivas para gastar menos. Porém, para o governo, isso não é uma tarefa fácil, pelas inúmeras regulamentações e interesses. Observando os gastos da União, notamos que mais de 54% dos recursos vão para os gastos da previdência, e isso não se sustenta no tempo, por isso é tão importante a reforma.

O governo tem focado na sua aprovação, para que libere recursos do orçamento, valores suficientes para ajustar o fluxo de caixa e permitir alguns investimentos em infraestrutura, que permitam deixar o país pronto para crescer.

A aprovação da previdência é algo muito bom (vital) para o Brasil. Porém, quando olhamos para setores alicerçados em exportação, como o agronegócio, merece alguns cuidados e muita atenção.

Pois, com a aprovação da reforma da previdência, espera-se que o Brasil possa melhorar sua economia, geração de empregos etc. e desta forma atrair novos investimentos, e isso deve atrair dólares para o país, pressionando a cambio e provocando queda na sua cotação.

Essa queda no dólar (valorização do real), acaba afetando diretamente os preços dos produtos que são exportados, e isso pode prejudicar a lucratividade destas culturas aqui no Brasil, sobretudo aquelas semeadas com “cambio mais alto”. Produtos como soja, milho, algodão, podem ser impactados, deixando em alguns casos, produtores com resultado negativo se a queda for acentuada.

Por outro lado, com a aprovação das reformas, devemos prever uma melhora nos investimentos, e queda no desemprego, o que tende a aquecer a economia, beneficiando os produtos que tem como principal destino o mercado interno.  É o caso das carnes, do leite e de hortifrutigrangeiros em um geral.

No caso do leite, e todos os produtos que possuem concorrentes externos, com a possibilidade de importação, a taxa de dólar baixo, pode deixar os produtos importados mais competitivos, o que pode não ser bom para os produtores locais.

A queda do dólar é uma expectativa do mercado como um todo, porém existem inúmeros outros fatores externos que também afetam sua cotação, e todos contribuem para influenciar na intensidade e direção deste movimento.

Para o produtor se prevenir de uma possível queda, existem várias ferramentas que devem ser observadas neste momento, como hedge de moedas, venda futura da produção, seja ela a termo ou na bolsa, ou ainda o “casamento de moedas” (custo e preço em dólar). Todas essas ferramentas podem ajudar o produtor permanecer viável mesmo em momentos de volatilidade e taxa de câmbio desfavorável.

Em momentos de volatilidade, devemos estar atentos ao mercado e as oportunidades que certamente vão aparecer. Esteja atento!

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